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terça-feira, 26 de novembro de 2013

Ryse

Um dos primeiros títulos exclusivos do Xbox One, "Ryse: Son of Rome" faz às vezes de vitrine gráfica para o console da Microsoft. Produzido pela Crytek, o game oferece cenários detalhados, personagens quase foto-realistas e um show de partículas, fumaça, faíscas e todo tipo de firula gráfica que promete ser presença constante na nova geração. É o game que você quer ter na hora de exibir seu novo console para os amigos.

"Ryse" também traz uma ambientação original, variando entre as ruas de Roma, o Coliseu e as florestas sinistras da Bretanha, na época de Nero, uns 2 mil anos atrás. Não é um cenário que estamos acostumados a ver nos jogos e "Son of Rome" consegue criar batalhas empolgantes em suas vilas, aquedutos e arenas.

Pena que o game seja curto e seu sistema de combate, além de polêmico, acabe se tornando o único pilar que sustenta a mecânica de jogo. Há pouco para se fazer além de bater, bloquear e executar ao longo de "Ryse" e essa é sua maior fraqueza.

Ryse: Son of Rome" nasceu como um jogo de Xbox 360, em primeira pessoa, para jogar com o Kinect. O jogo da Crytek, a mesma de "Crysis", evoluiu muito desde então, tornando-se um game de ação com controles mais tradicionais e título de lançamento do Xbox One.

Em "Ryse" você controla o legionário Marius Titus em uma jornada de vingança, lutando contra bárbaros, subindo de posto na Legião e eventualmente retornando à Roma atrás de seus verdadeiros inimigos. A trama é clichê, lembrando filmes como "300" e "Gladiador", mas cumpre seu papel como pano de fundo para a pancadaria.

O game também oferece um modo multiplayer cooperativo para duas pessoas, onde você encarna um gladiador no Coliseu romano, encarando desafios em arenas dinâmicas sozinho ou ao lado de outro jogador via Xbox Live.

  • Acaba rápido
  • O maior ponto fraco de "Ryse: Son of Rome" é a curta duração da aventura. Jogando na dificuldade média, você vai levar entre cinco e seis horas para concluir a campanha. Essa duração pode ser estendida com a busca pelos colecionáveis (escudos, crônicas e cartas) escondidos pelos capítulos do game ou jogando novamente em outras dificuldades maiores, para desbloquear Conquistas. O multiplayer deve segurar os jogadores por mais algum tempo, principalmente os caçadores de Conquistas - chegar ao nível 100 com seu gladiador é uma tarefa árdua.

    Ainda assim, a campanha de "Ryse" é curta demais para um jogo de ação... ainda mais com todas as possibilidades que o cenário e a época oferecem para uma boa aventura.
  • Execuções automáticas
  • O grande elefante branco de "Ryse: Son of Rome" são as execuções automáticas. A escolha da Crytek em não penalizar o jogador com a derrota ao errar um comando é levada ao extremo quando você percebe que não precisa apertar botão algum para eliminar o inimigo durante o QTE.

    Claro, para chegar lá é preciso acertar o inimigo, abrir sua guarda, aplicar vários golpes, mas mesmo assim, a intenção de não frustrar o jogador acaba sendo frustrante para os veteranos calejados de games como "God of War" e "Devil May Cry". Nos momentos finais de "Ryse", você quase não tem desafios para chegar ao fim da aventura, o que é triste depois de algumas passagens épicas na Bretanha e mesmo no Coliseu.
  • Repetitivo
  • Outro problema de "Son of Rome" é que, ao se basear quase totalmente em uma única mecânica de jogo, o game se torna repetitivo rapidamente. Você vai enfrentar os mesmos bárbaros durante quase toda a duração do game, inclusive no modo multiplayer.

    Identificar os inimigos e seus padrões de ataque pela aparência é uma convenção dos jogos de pancadaria desde os primórdios do gênero, mas é uma pena que essa norma se mantenha no começo da oitava geração de consoles.

    O jogo até tenta inserir outros elementos, como o uso de balistas e alguns elementos do cenário e as sequências em que você comanda suas tropas para avançar, se proteger de arqueiros inimigos e disparar contra eles. Alguns comandos podem ser executados gritando para o Kinect, o que funciona bem, mas pode parecer um pouco bobo se você não estiver sozinho na sala.

    Mas essa variedade é pequena e na maior parte do tempo, "Ryse" progride linearmente, com paredes invisíveis aqui e ali, enquanto você espanca, decepa braços e pernas, empala, derruba, degola e decapita inimigos rumo aos créditos finais.
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