- Acaba rápido
O maior ponto fraco de "Ryse: Son of Rome" é a curta duração da aventura. Jogando na dificuldade média, você vai levar entre cinco e seis horas para concluir a campanha. Essa duração pode ser estendida com a busca pelos colecionáveis (escudos, crônicas e cartas) escondidos pelos capítulos do game ou jogando novamente em outras dificuldades maiores, para desbloquear Conquistas. O multiplayer deve segurar os jogadores por mais algum tempo, principalmente os caçadores de Conquistas - chegar ao nível 100 com seu gladiador é uma tarefa árdua.
Ainda assim, a campanha de "Ryse" é curta demais para um
jogo de ação
... ainda mais com todas as possibilidades que o cenário e a época oferecem para uma boa aventura.
- Execuções automáticas
O grande elefante branco de "Ryse: Son of Rome" são as execuções automáticas. A escolha da Crytek em não penalizar o jogador com a derrota ao errar um comando é levada ao extremo quando você percebe que não precisa apertar botão algum para eliminar o inimigo durante o QTE.
Claro, para chegar lá é preciso acertar o inimigo, abrir sua guarda, aplicar vários golpes, mas mesmo assim, a intenção de não frustrar o jogador acaba sendo frustrante para os veteranos calejados de games como "God of War" e "Devil May Cry". Nos momentos finais de "Ryse", você quase não tem desafios para chegar ao fim da aventura, o que é triste depois de algumas passagens épicas na Bretanha e mesmo no Coliseu.
- Repetitivo
Outro problema de "Son of Rome" é que, ao se basear quase totalmente em uma única mecânica de jogo, o game se torna repetitivo rapidamente. Você vai enfrentar os mesmos bárbaros durante quase toda a duração do game, inclusive no modo multiplayer.
Identificar os inimigos e seus padrões de ataque pela aparência é uma convenção dos jogos de pancadaria desde os primórdios do gênero, mas é uma pena que essa norma se mantenha no começo da oitava geração de consoles.
O jogo até tenta inserir outros elementos, como o uso de balistas e alguns elementos do cenário e as sequências em que você comanda suas tropas para avançar, se proteger de arqueiros inimigos e disparar contra eles. Alguns comandos podem ser executados gritando para o Kinect, o que funciona bem, mas pode parecer um pouco bobo se você não estiver sozinho na sala.
Mas essa variedade é pequena e na maior parte do tempo, "Ryse" progride linearmente, com paredes invisíveis aqui e ali, enquanto você espanca, decepa braços e pernas, empala, derruba, degola e decapita inimigos rumo aos créditos finais.
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